Barão de Forrester
(...) No dia 12, um alegre domingo, saíram todos, o Barão de Forrester e vários amigos, do Vesúsio, na intenção de jantarem na Régua. O Douro tinha engrossado com a chuva de dois dias e a rapidez da corrente era caudalosa. Aproando ao ponto do Cachão, formidável sorvedouro em que a onda referve e redemoinha vertiginosamente, o barco fez um corcovo, estalou, abriu um golpe e mergulhou no declive da catadupa. O Barão sofre uma pancada do mastro quando se lança à corrente, nadando. Ainda fez algum esforço para apegar à margem; mas, fatigado de bracejar no teso da corrente, ou aturdido pelo golpe, estrebuchou alguns segundos na agonia, e desapareceu.(...)
![]() |
| (gravura da época) |








